segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pensa, Mariana!


Final de semana em Maracaípe.

Contrariando as expectativas alheias.


De volta ao Recife.

Dorme um pouco, Mariana, amanhã você tem coisas a fazer.

Puta que o pariu, Mariana, era só um pouco, e não doze horas.

Agora você vai ter que fazer o relatório (pra hoje) correndo.

Relatório pronto e enviado, uffffa!

Ai, meudeus, você já fez sua matrícula, sua maluca?

Sete disciplinas e três pesquisas... esse semestre você não vai ter tempo nem pra respirar.

Meudeus... esse é seu último ano de aula teórica, já pensou nisso?

Depois... estágio e monografia.

O tempo, voa, Mariana. Vooooooooooooaaaa.

Daqui a pouco você está formada.

O que você sabe sobre psicologia, Mariana?

Parece que nada, não é? Merda nenhuma.

O que você vai fazer depois, hein? O que porra você pensa em fazer depois?

Trabalho? Mestrado? Doutorado?

Mestrado, doutorado? Você nunca vai parar de estudar?

Nuuuunca vai parar de estudar, sua louca?

Fodeu, Mariana.

Fodeu!






segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Diálogo.


"— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."


[Rita Apoena - http://www.pequenascoisas.org]

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

dois mil e nove.


Hoje, ao acordar, refleti sobre os primeiros dias desse ano tão esperado. Cheguei a conclusão de que tudo está estranho, porém bom. Estranho no sentido do 'novo'. Estou aprendendo muito, descobrindo muito e redescobrindo bastante. As pessoas ao meu redor estão me surpreendendo mais e mais a cada dia que passa. E falando em 'passar', a vida anda tão ligeira que ás vezes dá desespero. Os minutos, as horas, os dias... parece que todos se vão naquela pressa na qual correm os atrasados. E eu procuro absorver cada aprendizado, momento, alegria, sinceridade, descoberta, novidade e até a dor que esses espaços de tempo podem proporcionar. Então me dou conta de que que não é tempo que parece estar atrasado, sou eu. Eu que passei muito tempo presa. Presa dentro de mim, dentro de lembranças, dentro de mentiras. Presa numa criança que não existia mais nem no meu corpo nem na minha mente, mas que eu segurava pela mão e não deixava ir.
Após todas as coisas que me vêm acontecendo desde os fins do ano passado, encontros, reencontros, medos, receios e alívios, eu percebi o quanto eu mudei de uns tempos pra cá. O quanto aquela criancinha realmente ficou pra trás junto com as opiniões, conceitos, rotina e amigos que em sua maioria não eram dela mesma. Eu cresci. Com um pulso mais firme, com minhas próprias certezas, minhas próprias vontades, meus gostos e com as pessoas que eu escolho manter ao meu redor. E ao descobrir que eu cresci deu uma vontade de engolir o mundo de uma vez só, uma vontade de me permitir, vontade de lutar pelo que quero, de segurar forte o que eu quero do meu lado, de enfrentar os meus medos e os alheios e de ser feliz. Cansei das mentiras, das ilusões, do medo, do rancor, da falta de liberdade.... cansei do cansaço. Agora eu sigo o tempo, sigo cada segundo, por mais rápido que esteja. Nem mais, nem menos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

...

"Saberia lhe dizer talvez,
Como seria, se estivéssemos juntos.
Saberia talvez,
O que dizer para lhe agradar,
Ou também, o que fazer
Para vê-la sorrir.
Mas não estamos mais tão perto assim,
Somos vitimas do medo.
Medo de errar novamente,
Medo de talvez seguir em frente,
Medo de magoar ou ser magoado.
Historias passadas
Parecem se repetir
Em nosso presente.
Mas o pior de tudo,
Não é errar novamente,
O pior de tudo é ter medo
De que tudo possa vir a ser diferente.
Momento ainda não vivido,
Onde temos que ser cautelosos,
Seguir passo por passo,
Para não cairmos
Em mais uma armadilha da vida.
É como se estivéssemos
Caminhando de olhos vendados,
Ou talvez no escuro.
Mas não seria mais fácil,
Darmos as mãos
E seguirmos juntos?
Poderia ser
Que caíssemos
Do mesmo jeito,
Mas de alguma forma,
Ou por algum momento
Nos sentimos seguros"

[autor(a) desconhecido(a)]