Mais de uma vez me disseram “Mariana, você não têm limites”.
Ah, se soubessem.
Como eu faço tudo pra ter.
E ao mesmo tempo faço tudo pra não ter.
Ás vezes me pego pensando “pra que?”
E se eu morrer amanhã?
E se eu não fui feliz hoje?
Ah, sim, de vez em quando eu estrago as coisas por falta de limite.
Mas, quem foi que disse, que eu não gosto do estrago?
Quem foi que disse que eu não gosto do escândalo?
Não vou dizer que ás vezes eu não me arrependa.
Mas, se colocar numa balança, eu tenho mais a rir do que a chorar.
Eu aprendi mais do que se estivesse parada, somente medindo as conseqüências do talvez.
“E se” nunca foi o meu lema. Eu me irrito profundamente quando me pergunto, mais de uma vez num dia só “e se eu fizesse?”, “e se eu perguntasse?”, “e se?”, “e se?’, “e se?” ...
Ah, foda-se o “e se”.
Fácil seria se fosse sempre assim.
Mas não, não conheço ninguém que não se renda as exigências chatas da sociedade.
Aos olhares repreensores ao redor. Não há ninguém que não se renda, em pelo menos algum momento, ao “o que será que vão pensar?”.
“Eu sou uma menina e não posso tomar iniciativa”
“Eu sou homem e não posso chorar”
Ahhh... “eu sou um cachorro e abano meu rabinho!”
Puts!
(...)
Mais de uma vez me disseram “Mariana, você não têm limites”.
Ah, se soubessem como eu tenho.
Eles não conhecem meus sonhos. Se os conhecessem, saberiam que limite é o que não me falta muitas vezes.
Os meus sonhos, sim, esses são ilimitados e ilimitáveis.
E os seus?!

