quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sobre limites....

“Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim, digo o que condiz, eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles têm razão, quando vêm dizer que eu não sei medir, nem tempo e nem medo” [O velho e o moço – Rodrigo Amarante – Los Hermanos]


Mais de uma vez me disseram “Mariana, você não têm limites”.
Ah, se soubessem.
Como eu faço tudo pra ter.
E ao mesmo tempo faço tudo pra não ter.

Ás vezes me pego pensando “pra que?”
E se eu morrer amanhã?
E se eu não fui feliz hoje?
Ah, sim, de vez em quando eu estrago as coisas por falta de limite.
Mas, quem foi que disse, que eu não gosto do estrago?
Quem foi que disse que eu não gosto do escândalo?

Não vou dizer que ás vezes eu não me arrependa.
Mas, se colocar numa balança, eu tenho mais a rir do que a chorar.
Eu aprendi mais do que se estivesse parada, somente medindo as conseqüências do talvez.
“E se” nunca foi o meu lema. Eu me irrito profundamente quando me pergunto, mais de uma vez num dia só “e se eu fizesse?”, “e se eu perguntasse?”, “e se?”, “e se?’, “e se?” ...
Ah, foda-se o “e se”.

Fácil seria se fosse sempre assim.
Mas não, não conheço ninguém que não se renda as exigências chatas da sociedade.
Aos olhares repreensores ao redor. Não há ninguém que não se renda, em pelo menos algum momento, ao “o que será que vão pensar?”.
“Eu sou uma menina e não posso tomar iniciativa”
“Eu sou homem e não posso chorar”
Ahhh... “eu sou um cachorro e abano meu rabinho!”
Puts!

(...)

Mais de uma vez me disseram “Mariana, você não têm limites”.
Ah, se soubessem como eu tenho.
Eles não conhecem meus sonhos. Se os conhecessem, saberiam que limite é o que não me falta muitas vezes.

Os meus sonhos, sim, esses são ilimitados e ilimitáveis.
E os seus?!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sobre expectativas...

EXPECTATIVA, s. f. Expectação, esperança fundada em supostos direitos, em promessas ou probabilidades; esperança; probabilidade.

Sempre teorizei sobre expectativas. E, praticamente todas as vezes, cheguei a conclusão de que elas são uma bosta.
Esperança? Em minha opinião, só se tem esperança, quando alguém a dá. Assim como as promessas. E, quantas, mas quantas vezes, não fico eu, numa expectativa idiota para que algo se realize? Esperançosa, para que alguém cumpra uma promessa que nunca chegou a me fazer. Imaginando situações absurdas, sonhando com palavras que nunca, nunca, sairão da boca alheia em minha direção.
Engraçado como a minha imaginação sempre ultrapassa o que eu penso ser um limite. Ah, com ela eu movo mundos e fundos. Eu invento, eu crio, eu vivo. Chego a gestualizar, como se as pessoas estivessem em minha frente. Eu vejo o cenário em minha frente. Eu imagino as cores, o figurino e até os figurantes... eu dirijo um filme sem câmeras nem microfones...

Sabe, até que imaginar é bom! O ruim mesmo é acordar. Se dar conta de que nada disso é real. E que quanto mais você gasta tempo sonhando acordada, mais a vida passa lá fora e você não percebe. Não sei se é só comigo, mas as coisas costumam ocorrer de forma melhor, quando não há expectativas sobre elas. Tudo soa mais natural. Aliás, tudo passa a ser realmente natural. Até hoje, não lembro de nenhum dos meus filmes de imaginação terem virado realidade.

As coisas costumam dar mais certo quando eu não planejo tanto, quando eu não imagino situações impossíveis, quando eu não fico tentando reviver o passado... quando eu deixo as coisas fluirem. Por isso, eu continuo com a mesma opinião. Expectativas são uma bosta. E, serão sempre idiotas. Sempre.

Solidão criativa...

- Você escreve muito bem!
Por que diabos, alguém, um dia, veio me dizer isso?
Nunca mais consegui escrever algo que achasse o suficientemente bom para ousar terminar de colocar os pensamentos em palavras escritas.
Desde então passeio pelos blogs alheios, morrendo de inveja (sim, inveja!) daqueles que conseguem escrever de uma forma que profunda (ou levemente) tocam a alma dos leitores.
Ah, a inveja. Inveja que vem dos sonhos.
Sempre invejei as maiores cantoras do Brasil. Sempre sonhei em ser uma
Semprei invejei os melhores escritores. Nunca chegarei aos pés de nenhum. Apesar de sonhar.

Sei que decidi criar isso aqui. Pros meus momentos de solidão. Como agora.
Última semana de férias (ah, e como foram boas!), e estou há dois dias trancafiada em casa e há algumas horas atualizando a página do orkut esperando recados banais e idiotas, que nunca chegam! Até que resolvi fazer da minha solidão um sentimento criativo, ou não. Isso será uma opinião relativa, dependerá de quem o ler.

Enfim...
Acho que terminarei sempre o post com algum trecho musical.
Falando nisso, saibam, uma das coisas que mais amo na vida chama-se música.
Não há nada mais belo (em minha opinião). Não, não pensem que sei sobre instrumentos, notas, arranjos, etc e tal.
Só sei sobre a alegria que a música pode proporcionar, por trazer lembranças. Elas (as músicas das quais mais gosto) sempre me fazem retornar a momentos, obviamente, relevantes. Sejam eles banais ou intensos. Se bem que pode existir muita intensidade, na banalidade.

Que eu seja bem-vinda ao mundo dos blogs.
E que os leitores (se existirem) sejam bem-vindos ao meu mundo!





O silêncio das estrelas

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos, como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal... como estrelas que brilham em paz.

(Lenine)


Saibam, outra de minha paixões chama-se Lenine.