terça-feira, 8 de setembro de 2009

E a vida chega aquele ponto em que só se quer paz e sossego
Em que se sonha com o dia em tudo voltará ao normal
Em que se tenta respirar fundo pra acalmar as batidas do coração
Em que se fuma todos os cigarros esperando que se dissolva o nó da garganta
Em que se sai de casa pra lugar nenhum pra tirar da memória as lembranças

O dia em que se espera que os telefonemas voltem a ser somente cobranças
Em que se espera que a mágoa e o rancor sejam motivo de graça
E que as músicas e os odores sejam só vagas recordações
Os filmes e os poemas, meras distrações

O dia em que dançar seja motivo pra acalmar o corpo
E que cantar seja motivo pra acalmar a alma

E a vida chega aquele ponto em que só se quer paz e sossego
Não se quer mais chorar, gritar, se mostrar nem se esconder.
Chegou o dia em que só se quer conseguir adormecer.

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